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Conselho Brasileiro de Oftalmologia faz recomendações aos atletas para ter mais segurança e melhorar performances



Todos os anos, os esportes – em suas mais diversas modalidades - são responsáveis por cerca de 100 mil acidentes oculares evitáveis. Os dados da Academia Americana de Oftalmologia reforçam a necessidade de orientar a população sobre a importância de se fazer um check-up nos olhos antes de dar início a uma prática regular de atividades físicas.


Essa preocupação em unir os benefícios do esporte para o corpo e a mente aos cuidados com a visão está no foco da Visão no Esporte, iniciativa promovida pelo Conselho Brasileiro de Oftalmologia (CBO). O ápice da campanha será alcançado neste sábado (16), a partir das 10h, com a exibição de uma maratona de conteúdos informativos e educativos sobre o tema no canal oficial da entidade no YouTube.


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“Consultar-se rotineiramente com um oftalmologista é imprescindível para que doenças e problemas oculares possam ser detectados precocemente e os atletas possam alcançar melhores resultados”, conta a presidente do CBO, Wilma Lelis. Segundo ela, esse especialista é fundamental também para que pessoas com alguma deficiência visual possam fazer atividades físicas de modo seguro.


Para o oftalmologista cearense Ariosto Bezerra Vale, atleta amador dedicado ao triathlon, uma consulta com o especialista em visão é fundamental antes de começar qualquer prática de atividade nova. Segundo ele, que é membro da Federação Cearense e Confederação Brasileira de Triathlon, num exame oftalmológico “é possível detectar problemas oculares que interferem no desempenho esportivo e oferecer orientações para o uso adequado de proteção ocular durante a prática esportiva, se necessário”.


Entre os problemas que um exame oftalmológico pode detectar estão erros refrativos comuns (miopia, hipermetropia, astigmatismo e presbiopia, entre outros). Todos podem afetar o desempenho esportivo e, até mesmo, aumentar o risco de lesões durante a prática esportiva. A avaliação também permite diagnosticar e monitorar condições oculares crônicas, como glaucoma, retinopatia diabética ou degeneração macular.


CUIDADOS – Diante do risco de acidentes e preocupados em estimular os cuidados com a visão para melhora da performance nas quadras e pistas, o Conselho Brasileiro de Oftalmologia faz uma série de recomendações aos atletas (amadores e profissionais). A seguir, os pontos que merecem ser analisados por quem deseja praticar esportes com segurança máxima.


1.      Medidas de proteção - Ao praticar atividades físicas ao ar livre, adote medidas de proteção e cuidado com os olhos. Use óculos de sol com proteção para radiação ultravioleta para evitar danos causados pela exposição aos raios solares e proteger os olhos contra poeira e detritos.

 

2.      Erros refrativos - Pessoas que usam óculos para a correção de erros refrativos devem avaliar com seu médico oftalmologista qual a melhor opção que promova uma adequada proteção ocular, com correção e segurança para a prática esportiva escolhida. O uso de lentes de contato pode ser uma opção, pois além de proporcionar liberdade de movimento, podem melhorar o campo de visão periférica do atleta. As lentes são especialmente úteis em esportes onde o uso de óculos pode ser inconveniente ou representar um risco.

 

3.      Risco de trauma - Em esportes que envolvem alto risco de trauma ocular, como boxe, luta livre, karatê, entre outros, o praticante deve fazer um exame oftalmológico antes de iniciar a prática esportiva. Isso porque deve-se avaliar se não existe alguma doença ocular pré-existente que contraindique a prática esportiva.

 

4.      Lesões oculares - Os esportes são classificados de acordo com seus potenciais riscos de causar lesões oculares (por colisão, contato ou não contato). Há contraindicação em casos de miopia patológica, pacientes monoculares ou submetidos a procedimentos cirúrgicos intraoculares cuja saúde visual pode ser comprometida pela prática esportiva.

 

5.      Visão embaçada – Se o atleta sofrer um trauma e notar a visão embaçada, hemorragia conjuntival ou dor ocular intensa, deve procurar um atendimento oftalmológico de urgência. Os especialistas alertam que quadros não diagnosticados e tratados podem ocasionar lesões oculares de diversos níveis de gravidade, desde erosões epiteliais ou pequenas hemorragias conjuntivais a hemorragias intraoculares, descolamento de retina, catarata e ruptura do globo ocular.

 

6.      Lavar os olhos – Em caso de queda de produtos nos olhos (protetor solar, cremes de cabelo, suor etc.) durante a prática esportiva, deve-se lavar os olhos com água corrente por vários minutos. Se houver dor persistente, embaçamento visual ou vermelhidão intensa, o oftalmologista deve ser acionado.


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